25 de setembro de 2014

Teste de contato é importante no diagnóstico de dermatites de contato


Patch test: teste de contato é importante no diagnóstico de dermatites de contato

Entenda como o teste é feito e o que significam seus resultados


POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 22/09/2014

O patch test também denominado teste epicutâneo ou teste de contato é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da dermatite de contato alérgica. A dermatite de contato é definida como uma resposta inflamatória na pele, resultante da exposição tópica de substancias externas. 
Clinicamente, a dermatite de contato se caracteriza pelo aparecimento de um eczema localizado na região do corpo em contato com agente externo. Em uma fase aguda pode provocar o aparecimento na pele decoceira, eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e vesículas (pequenas bolhas). Numa fase subaguda há o rompimento das vesículas com formação de crostas e em uma fase crônica há um processo chamado liquenificação (a pele fica muito seca com descamação e com linhas de depressão). As substancias que desencadeiam a dermatite de contato podem estar presentes no trabalho (dermatite de contato ocupacional), pode ser um cosmético, um medicamento, uma planta ou presente em atividades de lazer. 
A dermatite de contato acontece pela ação de substancias sobre a pele que funcionam como irritantes primários (estão envolvidos mecanismos não alérgicos) ou substancias que provocam lesões por mecanismos de hipersensibilidade (estão envolvidos mecanismos alérgicos). 
Exemplos de dermatite de contato: 
  • Face: esmalte de unha, perfumes, loções pós-barba, materiais em suspensão no ar (pó de cimento, tintas e vernizes), hidratantes, protetores solares e cosméticos
  • Pálpebra: esmalte de unha, aro de óculos, colírios, cosméticos
  • Pescoço: perfume, gravata, colares, casacos de pele
  • Região peitoral: colares, sutiãs, sabões
  • Axila: perfumes, talcos, desodorante e creme depilatório
  • Mãos: luvas, anéis, moedas, volante de automóvel, gasolina
  • Pés: sapatos (couro, borracha ou plástico), meias, medicamentos para os pés
  • Relacionada a profissões: joalheiros (níquel, cromo, couro, ouro), médicos (borracha, látex), carpinteiros (serragem de pinho, alcatrão), cozinheiros (flavorizantes, condimentos), sapateiros (borracha, resina epoxi).

Como é realizado o teste

O teste de contato só pode ser feito por um alergologista e é realizado diretamente na pele do paciente sendo considerado uma prova biológica "in vivo". Consiste em colocar as substancias específicas em contato com a pele do paciente, provocando uma exposição do paciente ao alérgeno e produzindo áreas de dermatite, ou seja, funciona como um teste de provocação ao contatante. É realizado em três etapas: num primeiro momento, 48 horas depois e 96 horas depois. Ao término das 96 horas é possível fornecer um laudo. 
A bateria de testes de contato padrão brasileira é composta por 30 substancias padronizadas pelo departamento especializado de alergia dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Existem baterias complementares que podem ser utilizadas mediante a necessidade do paciente (cosméticos, profissionais). 

Etapas do teste de contato

1) As 30 substancias (a maioria de consistência semi-sólida) são aplicadas em contensores (fitas adesivas em formato retangular com câmeras de papel, alumínio ou plástico sobre as quais são colocadas as substancias da bateria de testes). Cada contensor contém 10 câmeras. As substancias líquidas são aplicadas por último com um disco de papel de filtro sobre a gota. 
2) A pele do paciente deve ser desengordurada com algodão embebido com álcool ou éter no dorso (costas). 
3) Os contensores com as substancias são aplicados e deixados no dorso do paciente por 48 horas. Nestas 48 horas o paciente não poderá molhar a região e deve evitar fazer exercícios físicos como aeróbica e natação. 
4) Após 48 horas o teste é removido e é realizada a primeira leitura após 30 minutos da retirada dos adesivos, com a utilização de uma régua especial. 
5) O local aonde os contensores estavam é identificado para a próxima leitura de 96 horas. 
6) Entre a leitura de 48 e 96 horas é permitido molhar o dorso, sem a utilização de sabonetes no local. 
7) A segunda leitura é realizada após 96 horas do teste com o auxílio de uma régua especial. 
8) O resultado do teste é baseado na seguinte interpretação do departamento especializado de alergia dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 
(-) Negativo
(?) Duvidoso - leve eritema (vermelhidão)
(+) Positivo fraco - eritema e pápulas (elevação formando pequena placa)
(++) Positivo forte - eritema, pápulas e vesículas (pequenas bolhas)
(+++) Positivo muito forte - eritema intenso, pápulas e vesículas confluentes podendo formar bolhas
9) Quando o teste de contato for negativo provavelmente a substancia envolvida é um irritante primário, já que a dermatite acontece sem envolvimento de mecanismo alérgico ou trata-se de outra doença ou existe outra substancia que não foi testada nesta bateria. Quando o teste de contato é positivo indica dermatite alérgica de contato. 

Cuidados que devem ser tomados antes da realização do teste

1. O teste não deve ser realizado na vigência de lesões ativas (agudas).
2. Anti-histamínicos não interferem no resultado do teste.
3. Corticoesteroides sistêmicos (via oral) devem ser suspensos, os corticoesteroides injetáveis de depósito podem interferir no resultado por 30 dias. Já o uso de corticoesteroides tópicos no local da aplicação do teste devem ser evitados por 15 dias.
4. O paciente não deve ser submetido à exposição solar 15 dias antes do teste.
5. Drogas imunossupressores (azatioprina) podem negativar o teste. 6. Recomenda-se evitar a realização do teste na gestação. 

Fotopatch test

É uma variação do teste de contato para substancias fotossensibilizantes (sensibilidade à luz solar). A técnica utilizada é a mesma, porém as substancias são testadas em duplicata (ao invés de 3 adesivos utilizam-se 6) em ambos os lados do dorso do paciente. Após 48 horas os testes são retirados e é realizada a primeira leitura. A seguir um dos lados é coberto com material opaco e o outro lado é irradiado com radiação ultravioleta (através de lâmpada especial). A segunda leitura é realizada 96 horas após a colocação do teste, comparando-se o local irradiado com o local não irradiado. O teste positivo mostrará lesões no local irradiado. 
Exemplo de dermatite de contato fotoalérgica: perfumes, anti-histamínico de uso tópico (paciente usa pomada e fica exposto a luz solar, desenvolve a dermatite pelo contato da luz solar), antimicóticos tópicos, anti-inflamatórios não esteroidais tópicos. 
Uma vez identificada a causa da alergia o paciente deve evitar entrar em contato com a mesma. O médico especialista indicará alternativas quanto a sua proteção para melhorar sua qualidade de vida. 


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Impotência sexual também pode ser causada pela diabetes

Diabetes pode causar impotência sexual

Se não for controlada, doença prejudica vasos sanguíneos que estimulam ereção

POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 17/09/2014

Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. E é justamente por causa desse aumento de açúcar no sangue que o diabetes é uma doença que nos preocupa tanto. Olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos são afetados pela grande quantidade de açúcar, o que leva ao mal funcionamento de vários órgãos... Causando problemas como infartos, derrames e insuficiência renal. 
Uma doença que pode ser consequência do diabetes mal controlado é a impotência sexual. Para que se tenha ereção, é importante que os vasos sanguíneos e os nervos de sensibilidade da região genital estejam saudáveis. A grande questão aqui é que no diabetes ocorre um prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e nervos. Desde o entupimento dos vasos, chamado de aterosclerose - pelo acúmulo de gordura dentro das suas paredes - até a insensibilidade dos nervos que estimulam a ereção, existe todo um conjunto de fatores que contribui para a impotência.
O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é o controle dos níveis de açúcar no sangue de forma rápida e efetiva. Usar os medicamentos corretos e controlar a medicação e alimentação, praticar exercícios e ter acompanhamento médico: estes são os principais pontos do tratamento.
Em alguns casos, será necessário o uso de medicamentos para ajudar os vasos sanguíneos da região peniana a funcionarem melhor.  Neste caso, a consulta com seu endocrinologista e urologista vai te ajudar a saber o melhor tratamento. O mais importante é procurar tratamento e controlar seu diabetes!


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7 hábitos que evitam o mau hálito - Prog. Manhã Saudável de seg. a sexta na 87,9 FM Esperança...

Sete hábitos que evitam o mau hálito

Escovar os dentes é a principal medida contra o problema, mas existem outros cuidados

POR LAURA TAVARES - ATUALIZADO EM 19/09/2014
Escovar os dentes após cada refeição é requisito básico para evitar o mau hálito. Mesmo assim, a maior parte das pessoas já passou por algum aperto por conta da halitose, como o problema é chamado pelos profissionais. De acordo com o dentista Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), o mau hálito pode ser um alerta de que o organismo não está equilibrado ou de que a higiene não está sendo feita corretamente.

O problema ainda tem impacto social, causando constrangimento tanto ao portador, que evita o contato com outras pessoas, quanto a quem está por perto e fica sem jeito de manifestar incômodo e buscar distância do mau cheiro. Hábitos que evitam a situação, entretanto podem ser empregados sem muita dificuldade e afastar momentos inconvenientes. Aproveite para saber mais sobre o assunto.
  • Homem comendo sanduíche - Foto Getty Images
  • Homem bebendo água - Foto Getty Images
  • Mulher com raspador de língua - Foto Getty Images
  • Mulher comendo maçã - Foto Getty Images
  • Chiclete sem açúcar - Foto Getty Images
  • Homem usando fio dental - Foto Getty Images
  • Consulta médica - Foto Getty Images
 
 
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Homem comendo sanduíche - Foto Getty Images

Coma de três em três horas

Em jejum, o organismo começa a queimar gordura armazenada para obter energia. "Nessa reação, há liberação de compostos à base de enxofre, que é absorvido pela corrente sanguínea e, via pulmonar, expelido na respiração", afirma o dentista Marcos. Segundo o especialista, essa é uma halitose considerada sistêmica, pois não tem relação com as condições bucais do paciente. Por isso, fazer três grandes refeições ao longo do dia, intercaladas com lanchinhos, é uma boa estratégia para evitar o mau hálito, além de ser fundamental para uma dieta equilibrada.
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